segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Escrever






...é o que me deixa ter asas nos pés, 
ou pensar que faço amor com as palavras, 
por deitar nelas minhas emoções







domingo, 17 de fevereiro de 2013

Recebi, adorei.
http://osibarita.blogspot.com.br/

Notícias

Mando notícias minhas nessas ausências das palavras
Que o amor, as estrelas e as luas aclaram sem agonias
Por dentro e pelo avesso na seiva da essência renovada
Dos mundos convergidos e constelados aos meus dias...

No céu afetuoso estou de volta ao tempo sem tempo,
Sintonizo o azul do infinito na luz que a noite suspira
Quando a última estrela se apaga desse meu silêncio
E no compêndio dos dias o sol tríplice soluça, delira...

Tudo me nutre, me constrói, me esclarece e traduz
Por decreto divino o meu pensamento transladado
Germina a bondade e a caridade encoberto de luz
No que gera, redime e lumia do trigo já semeado...

É luz trazendo as bem aventuranças pelos caminhos
Por onde eu movo os passos tão longes, aqui e além.
Sondo o oráculo, a lua filtra a solidão do pergaminho
Mas, não se aflijam. O espírito em diagonal é zen...

No celestial santuário das adjacências do universo
Situando as órbitas da lua emersa no seu crescente
Então, confiro a minha própria identidade no reverso
Ao ser espírita adjetivo, reflexo, o céu confidente...

Tudo vem de Allan Kardec, vem do livro dos espíritos
São perguntas e respostas cavalgando reencarnações.
O belo da alma, a fé raciocinada na lei do livre arbítrio
Em conformidade à seara do Mestre Jesus no coração...

No exílio tão aplacado, mantenho das palavras o báculo,
Com lucidez vigilante procuro o eco elíptico, em verdade
Entre, formas e ideias, cor e som eu sinto nos vocábulos
À sombra da lira o sol arisco galopando a claridade...

O Sibarita






Me perdoe
Se não escrever mais poemas de amor
Gostar de você me acalma
Os olhos sorriem
A alma se aconchega na sua suavidade



(faz tanto tempo, gostei de reler)




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Caboclo de lança




Foto: 10.02.13
Sozinho, rodava tanto que pensei que a foto não prestaria.

domingo, 10 de fevereiro de 2013




"A escultura, confeccionada em material reciclável e assinada pelo artista plástico Sávio Araújo, tem 27 metros de altura e pesa 33 toneladas. A escultura foi batizada de Galo Maestro da Ponte e presta reverências aos dois homenageados do Carnaval do Recife: Naná Vasconcelos, que é lembrado pela estampa africana do colete do galo, e Alcir Lacerda, com uma máquina fotográfica pendurada no pescoço."

Foto: 10.02.13
O galo é colocado durante o carnaval na ponte Duarte Coelho.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

E para voar: palavras





Cada um voa com as asas que tem




Série: Gaivotas





terça-feira, 5 de fevereiro de 2013






Viver é um eterno adequar-se.




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Gostaria de ter escrito


O Encontro

 O Encontro
Autora: Glória


Recentemente, conheci um homem que não cabe dentro dele. Mesmo em silêncio,  sozinho é atravessado por desmesuras, por grandiosidades sem nome. Sente a dor dos que já não têm voz, dos que se apagaram por dentro, e pressente a intensidade das almas despertas. Esse homem maior que ele,  usa a voz para dar passagem ao que transborda, para aquilo que nomeiam de divino. 

Canta e, quando pode, dança. Acho que ele não sabe que seus olhos podem ficar estáticos quando a cena é mesma. De outro modo, quando cores e formas movimentam o inusitado, ele se regozija e veste-se de arco-íris dos mais variados matizes.

Reparem, traz um sorriso tímido por detrás da visão.  Não é qualquer visitante que cruza janelas, mesmo que as portas do olhar permaneçam abertas. Ele se desdobra.  Dá uma mão a tudo que é sagrado, e a outra estende para a criança eterna que o habita. Ele poderia soltar pipa todos os dias, poderia deitar na relva e olhar cada pedra como se única fosse e sequer passar as páginas do calendário. É tão livre que decidiu ficar e assentar-se no dorso de palavras encantadas.

Imagino. Não é fácil ser ele. Falou-me em silêncio que seu corpo tem fome de varar estradas, de sentar-se sem ligeireza,  e conversar sem ser notado. Ele guarda palavras, assim como o pastor vela ovelhas. E nosso encontro aconteceu no dorso de letras em profusão.  Se pudesse, o convidaria para viajar de trem e brincar de ver paisagens na janela. De qualquer modo, quando sua imagem aporta na lembrança, peço que permaneça vivo o menino que fundou sua fé. Milagre é brincar com o impossível.  Não seria esse o mistério indecifrável do ato cotidiano de ressuscitar a vida?