sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



É preciso fechar portas
Para abrir portas
Trabalho este
Portas pesadas
Emperradas, antigas

Janelas não adiantam
Arejam, alegram
Espanta o mofo
A poeira
Mas não deixa entrar o sol por inteiro

Ah, são tantas portas e janelas
Basta uma não se abrir
E o sol passa sorrindo
Não se detém
Não espera
Não entra

6 comentários:

Eurico disse...

Grato pelas boas notícias da amiga Mai.
Eu estava preocupado com ela.
Graças a Deus ela está bem.

Manuela Freitas disse...

Bonito o teu poema Paula, também eu gosto de portas abertas e de fruir do sol na sua plenitude!..
Beijo,
Manu

Antonio Carlos disse...

Paula, a vida é uma porta aberta que a cada tempo se fecha e abre novamente, marca assim as suas várias etapas, abri-lá constantemente leva embora o vazio e silêncio que por um pequeno acaso tentou ficar.
Beijos

Tod(as) palavras disse...

postas, janelas...de repente, uma fresta e lá estão os raiso do sol iluminando o nosso dia (e nossa vida). poema sensível e denso. meu abraço, Paula.

d'Alma disse...

Há portas que não se abrindo, guardam todo o Sol que se pode imaginar... e as janelas sabem onde a porta as guarda!... De quando em vez, um fresta permite o olhar tímido da Luz que acaricia o outro lado da porta... e as janelas, plenas de luz, sorriem!... E o Sol também!



Abraço

BRANCAMAR disse...

Querida Paula,

A imagem é muito linda e a metáfora das portas e janelas muito tocante.
Assim é com as portas e janelas da alma.
Vamos abrir todas elas para entrar muita luz e muito sol e aquecer a alma.

Já tinha lido este poema, mas hoje parei um bocadinho para comentar. É muito lindo.

Beijinhos