quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O outro o meu espelho....







O outro escreve. Escreve seus pensamentos, que surgem das fantasias, dos desejos, dos amores vividos e não vividos, das dores, dos fatos, da imaginação......escreve um combinado de sentimentos e emoções. A escrita acontece, de forma consciente ou não, ela surge. Nos desvenda, nos desvela, nos entrega, nas linhas ou nas entrelinhas, o escritor, acredito, de alguma forma está ali.

A minha emoção ler o escrito do outro. E se entrelaça sem a minha permisão, é algo instantâneo. E surge pensamentos e sentimentos, conscientes ou não, e retornam em forma de palavras. E assim se forma uma cadeia, elos que nos ligam....escritor - leitor - escritor....eu e o outro com as nossas singularidades - nós.  Nós que formam uma cadeia que se alimenta, de emoções, de sentimentos, de pensamentos, de imaginação......elos que nos ligam - escritor - leitor - ......


texto: 25.08.11 - 8h30

5 comentários:

Paula Barros disse...

É fantástico - ler e escrever...se perceber - sentir - este transbordamento de palavras, de mim....

beijos.

mfc disse...

É este escrever e ser lido que é giro...
E o texto deixa de nos pertencer quando chega ao destinatário.

EDER RIBEIRO disse...

qdo escrevo me permito ser vários, sem pudor, qdo leio quero me sentir participante da história. Paula, eu não saberia dizer qual a sensação que eu sinto ao ler e escrever, sublimação? Felicidade? Não sei. Sei que não vivo sem os dois. Bjos. sentir participante da história. Paula, eu não saberia dizer qual a sensação que eu sinto ao ler e escrever, sublimação? Felicidade? Não sei. Sei que não vivo sem os dois. Bjos.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Lindas palavras.

Há também dentro de mim
um rio de intensas
águas,
de onde recolho palavras
que se transformam em vida
nos olhos de quem as lê...

Por isso escrevemos,
e assim ao lermos
e sermos lidos
nos encontramos
com uma das mais
lindas formas de alegria
que nos habita.

A alegria da cumplicidade.

Viver é sentir os sonhos
com o coração.

Benno disse...

na verdade, nunca o que se lê é o que foi escrito, pois a leitura é uma ação participativa. o leitor interpreta o que foi escrito e o se transforma com o que foi escrito e transforma o que foi escrito numa relação de bidirecional. cada vez que leio eu me acrescento, acrescentando algo ao que foi lido.
beijo