quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Derrama sobre mim o teu olhar
Me banha com o que tens de melhor
A tua sensibilidade
Porque até hoje
Só o orvalho da tua insensibilidade
Me encharca as entranhas

Rogo aos céus
Este banho de sensibilidade
Porque pressinto existir
Em algum lugar em ti

Mas dos céus das tuas palavras
Só raios ferrenhos de silêncio
Distância e preconceito

Derrama sobre mim o calor
Do teu mais bonito sentir
Exerce comigo
A ternura das tuas palavras
E o aconchego da compreensão

3 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

Paula, um poema irresistível e atentador. Bjos.

MAILSON FURTADO disse...

E como sentir isso que pedes...

O Sibarita disse...

Essa moça não tá de brincadeira não!

Ó Deus, quem será ou não será?

Esse poema de paixão e chamamento nos deixa se ar, aiaiaiaia... kkkk

Se fosse lá eu responderia assim: kkkkk

Açucena

O tempo, sem tempo, é tempo vencido.
Se fogo tu és, a afeição é cura e procura
O ardor em teu coração, assim, escondido.
- Desejos íntimos, incandescentes juras...

Anjo meu, a lua da lua é a essência do luar,
Nas tuas chamas mandastes a luz toda nua,
Logo o céu total e ciumento veio se banhar.
-Beijos cruzados caindo na diagonal da lua...

A lua emergindo no teu crescente é rogação
Dos pensamentos girando a cobiça na cena
Em mim, um filme de mil e uma tentação...

Que do centro do teu ser os desejos inflamam
Fogosos, famintos. Céus de quereres! Açucena,
O amor é fogo, tem por origem as tuas chamas...

O Sibarita